Preservação do patrimônio histórico e cultural como parte essencial da identidade urbana, integrando memória, uso e valorização da cidade.
Patrimônio
A proteção de áreas históricas é um dos eixos da atuação de Nabil como urbanista, professor e homem público.
Ampliando sua trajetória na área da habitação, Nabil também se dedica à valorização do patrimônio urbano. A preservação da memória e da identidade histórica orienta seu trabalho, a partir do entendimento de que é possível construir o futuro sem apagar o passado.
Em seus mandatos, atuou na defesa do patrimônio da cidade não apenas por meio da proposição de projetos de lei, mas também na denúncia e proteção de espaços ameaçados, em diálogo com órgãos como o CONDEPHAAT e o CONPRESP.
Essa atuação inclui também a crítica à concessão de espaços públicos, como o Vale do Anhangabaú, e de parques da cidade.
Proteção das vilas de São Paulo
As vilas históricas são marcos fundamentais da identidade urbana e da memória social. Ao longo de sua trajetória como arquiteto, urbanista, professor e vereador, Nabil atua na valorização e preservação desses territórios, que expressam formas de morar, conviver e construir a cidade.
A Vila Michele Anastasi, no Bom Retiro, construída na década de 1920 pelo imigrante italiano que lhe dá nome, é um dos mais importantes exemplos da moradia popular produzida para aluguel na primeira metade do século XX — tema analisado por Nabil em Origens da Habitação Social no Brasil. Com 22 casas geminadas, a vila preserva características arquitetônicas originais e segue cumprindo sua função social, embora ainda não conte com proteção patrimonial. Em 2026, Nabil solicitou oficialmente sua abertura de processo de tombamento.
Ao mesmo tempo, São Paulo vive um momento de retrocesso na preservação desse patrimônio. Em 2026, a Prefeitura revogou o tombamento de três vilas operárias da Zona Leste e, poucos dias depois, a histórica Vilinha da Vila Mariana foi demolida, mesmo com recursos ainda em tramitação. Os episódios reforçam a fragilidade dos instrumentos de proteção e a necessidade de fortalecer as políticas de preservação do patrimônio histórico da cidade.
Diante desse cenário, Nabil segue atuando para fortalecer as políticas de preservação do patrimônio histórico. Para ele, proteger as vilas históricas é preservar a memória, a identidade e o direito à cidade das futuras gerações.
O patrimônio histórico não deve ser preservado apenas por sua arquitetura, mas também pela vida que abriga. A Escola Panamericana de Arte reúne essas duas dimensões: é uma obra marcante da arquitetura moderna paulista e, ao mesmo tempo, um espaço de ensino, criação e formação artística.
Diante da tentativa de destombamento do edifício, Nabil esteve entre os defensores da manutenção de sua proteção, participando da mobilização que reuniu arquitetos, especialistas e instituições comprometidas com a preservação do patrimônio cultural. A decisão do Conpresp de manter o tombamento representou uma importante vitória para a cidade.
O caso reafirma um princípio que orienta a atuação de Nabil: preservar edifícios que continuam cumprindo sua função social é fortalecer a identidade urbana e garantir que a história permaneça presente no cotidiano de São Paulo.