Recentemente, durante a FLIP (Festa Literária Internacional de Paraty), voltei a pensar na importância das livrarias de rua para a vida das cidades.
Comprar um livro pela internet é simples e rápido. Mas uma livraria de rua oferece algo que nenhuma plataforma digital consegue substituir: a possibilidade de descobrir um autor por acaso, conversar com quem conhece livros, participar de um lançamento, encontrar amigos ou simplesmente passar algum tempo em um ambiente dedicado à cultura.
As livrarias de rua fazem parte da identidade dos bairros. São pequenos espaços de encontro que mantêm as calçadas vivas e ajudam a construir uma cidade mais acolhedora.
Muito mais que comércio
Ao longo da minha trajetória como urbanista, aprendi que uma cidade se fortalece quando consegue preservar seus espaços de convivência.
Assim como padarias, cafés, bancas de jornal, que infelizmente estão em extinção, mercados de bairro e equipamentos culturais, as livrarias de rua exercem uma função que vai muito além da atividade econômica. Elas estimulam a circulação de pessoas, fortalecem o comércio local e transformam a rua em um lugar de permanência, convivência e troca de conhecimento.
Não por acaso, um grupo de livrarias independentes criou o Mapa das Livrarias de Rua de São Paulo, reunindo dezenas desses espaços espalhados por diferentes bairros da cidade. Mais do que um guia, o mapa é um convite para redescobrir São Paulo por meio dos livros.
É possível baixar o PDF ou usar o mapa de forma interativa. Veja aqui
