Quando apresentei o projeto das Vagas Verdes na Câmara Municipal, parti de uma preocupação que acompanha meu trabalho há décadas: como adaptar São Paulo às mudanças climáticas.
As ondas de calor se tornaram mais frequentes, as chuvas mais intensas e os impactos da impermeabilização do solo cada vez mais evidentes. Diante desse cenário, precisamos encontrar novas formas de incorporar a natureza ao espaço urbano.
Foi com esse objetivo que apresentei, junto com as vereadoras Renata Falzoni e Marina Bragante, o projeto que deu origem à Lei das Vagas Verdes, sancionada em 2026.
Vagas Verdes: pequenas mudanças, grandes resultados

As Vagas Verdes são pequenas áreas permeáveis implantadas no lugar de vagas de estacionamento. Elas podem receber vegetação, árvores e jardins de chuva, ajudando a absorver água, reduzir a temperatura e melhorar a qualidade ambiental das ruas.
A ideia é simples: transformar parte do espaço hoje destinado exclusivamente aos automóveis em áreas que também cumpram uma função ambiental.
Nem toda transformação urbana depende de grandes obras. Em muitos casos, pequenas intervenções espalhadas pelos bairros podem produzir impactos significativos. Cada nova área permeável ajuda a reduzir o escoamento das águas da chuva. Cada árvore contribui para amenizar as ilhas de calor. Cada espaço verde melhora a qualidade de vida de quem vive na cidade.
As Vagas Verdes não resolvem sozinhas os desafios climáticos de São Paulo, mas apontam um caminho importante: o de uma cidade mais sustentável, mais resiliente e mais preparada para o futuro.